Dagoberto Marcos Rocha Almeida tinha 26 anos quando sofreu acidente de moto em que fraturou vários ossos da face e perdeu a visão esquerda.
Na época, não recebeu um tratamento adequado das fraturas faciais e teve que conviver com um rosto com acentuada desconfiguração.
Hoje, aos 51 anos, Dagoberto acaba de realizar um de seus maiores sonhos: a cirurgia facial que lhe permitirá retomar a auto-estima.
Realizada no Hospital da Cruz Vermelha (antigo Hospital dos Defeitos da Face) pela Dra. Mariângela Santiago, a cirurgia de Dagoberto foi inovadora e revolucionária. Até recentemente, para realizar esse tipo de cirurgia retirava-se o osso de outra região do corpo, sendo necessário moldá-lo no local desejado para acompanhar a anatomia do esqueleto. A tecnologia avançada que foi empregada possibilita preencher as deformidades necessárias com um material biocompatível chamado polietileno poroso (POREX) confeccionado no Texas, Estados Unidos, ou seja, uma peça de POREX personalizada, de uso exclusivo para esse paciente específico.
Essa peça é única, feita somente para a deformidade dele, não é possível utilizá-la em outra pessoa.
A Dra. Mariângela, formada em medicina pela Universidade Católica de Salvador – BA, especialista em cirurgia plástica e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, conta que não é a primeira vez que faz uso de POREX em cirurgias faciais: “Tenho experiência no uso de Porex em outras regiões da face desde 1996, quando fui a pioneira no Brasil em sua utilização para reconstrução de orelhas. Na mesma época utilizei POREX para tratamento do nariz dos pacientes com seqüelas de lábios leporinos. Hoje o utilizo para projeções do queixo, da mandíbula.”
O procedimento inovador traz benefícios aos pacientes como: cirurgia realizada em menor tempo, menor morbidade, rápida recuperação e pouco tempo de internação hospitalar.
O Hospital da Cruz Vermelha é o primeiro hospital no Brasil a realizar esse tipo de cirurgia e conta com equipes médicas e de enfermagem altamente especializadas e capacitadas para tratar essas graves deformidades, além de possuir uma infra-estrutura adequada para casos de crânio–maxilo-facial.
O paciente Dagoberto não possui mais problemas respiratórios e se sente seguro e à vontade com sua nova aparência: “A cirurgia foi além das minhas expectativas. Depois de quinze dias voltei ao trabalho e estou muito satisfeito, principalmente com a minha aparência. Me sinto muito bem”, diz ele.