Veja o que aconteceu de especial na Semana da Criança Cruz Vermelha 2017

Fotos: Kênia Honda e Alécio Cezar

 

Toda criança merece ser criança. Ter o direito de brincar e ser amada. Receber carinho e se expressar. E para valer esse direito e tornar este mês ainda mais especial o Departamento de Juventude da Cruz Vermelha SP organizou um calendário recheado de atividades.

Foram momentos de muita diversão e conhecimento, provendo a integração entre diferentes culturas. E, isso faz parte da premissa do próprio Departamento de Juventude da CV. O que motiva a identificação de pontos semelhantes entre voluntários e beneficiários.

O resultado não poderia ser melhor, uma mistura de sorrisos, embalados por danças e muita brincadeira. Confira como foi:

Nos dias 06 e 10 de Outubro, crianças e adolescentes, do CCA Alegria de Viver (Associação Feminina Comunitária Conjunto Habitacional Brigadeiro Eduardo Gomes) foram convidadas para ir ao Museu Catavento Cultural. Ou seja, um dia de muito aprendizado, disfarçado de pura brincadeira.

No total foram 120 jovens de 6 a 14 anos, divididos em duas turmas. Além do caminho repleto de interatividade, onde eles colocaram à prova a energia dos voluntários da CV, as crianças e adolescentes participaram de algumas atividades especiais.
Para Maria de 6 anos e Pedro de 13 o Laboratório de Química foi o que mais chamou atenção. "Foi muito bom, a experiência foi interessante, eu nunca fiz isso antes, foi a primeira vez", comenta o adolescente.

Dia 07 de outubro foi a vez dos voluntários partirem para o Pico do Jaraguá e vivenciarem uma experiência incrível com as crianças da Tribo Tekoa Pyau.
Muitas crianças falavam apenas o tupi-guarani, mas isso só gerou admiração nos jovens voluntários da CV e a integração não poderia ter sido melhor. O dia foi animado e cheio de brincadeiras, eles não pararam nem por um minuto.
Era bambolê, pula corda, pega pega, pintura e, ufa, uma pausa, para escutar uma história.

E a convidada era alguém mais que especial, a índia pataxó Graziela xxxx, que nasceu numa aldeia e hoje compartilha um pouco da sua trajetória com as crianças e os voluntários.

"No início fiquei com medo, uma índia contar história para índio? Mas escolhi uma que eles não conheciam e o retorno foi muito bom. São crianças maravilhosas, educadas, carinhosas, uma ou outra mais brava, mas isso é da natureza deles. Gostei muito de participar", comenta Graziela.

No dia 11 de outubro a recepção para as crianças do Instituto Muda Brasil, da Instituição Casa das Crianças Menino Jesus (CCMJ) e da Casa Dia Coexistir foi feita na sede da Cruz Vermelha, em São Paulo.

E o dia foi intenso com as apresentações do grupo Acrobacia & Arte, conhecidos por ministrarem aulas para qualquer pessoa interessada em vivenciar a arte circense. E, não faltou diversão e boas experiências para as quase 70 crianças presentes. Para os voluntários, essa atividade também agregou demais.

Foi uma experiência incrível. Acredito muito que o trabalho voluntário pode causar influências positivas e dar para elas as mais diversas possibilidades que a vida pode oferecer”, comenta Anderson Silva.

O feriado do dia 12 de outubro foi marcado pelo encontro no Centro de Acolhida Bela Vista, que reuniu também as crianças do Centro de Acolhida do Pari e Terra Nova. Inspiradas pelo ritmo da capoeira do Coletivo Quizumba, elas mostraram sua ginga numa oficina interativa, que fez todo mundo levantar e testar novos movimentos.
Um dia onde as diferenças entre os voluntários e os jovens refugiados e imigrantes deram lugar a uma divertida troca de experiências culturais. “Adorei ver a alegria, não só das crianças, mas também dos adultos, que mesmo em situação de alguma vulnerabilidade, nos ensinam que o essencial sempre é invisível aos olhos! Amei brincar com as crianças e dançar capoeira”, relembra Ana Carolina Giorgi Martin.

Já no dia 14 de outubro os voluntários da Cruz Vermelha foram até Centro Comunitário do Vietnã para promover um dia com muitas atividades recreativas. Animação não faltou na tenda de pintura artística no rosto, uma das favoritas das crianças.

Teve ainda oficina de desenho com a temática da Cultura da Paz, na qual as crianças fizeram pintura em tecidos. Posteriormente eles serão costurados para formar uma bela colcha de retalhos com desenhos de paz.

Sem contar a uma oficina inédita de "Olho de Deus", uma espécie de pipa feita com palitos e fios de lã. A novidade conquistou os pequenos, que logo se sentaram sob a tenda para construir suas próprias peças.

“Foi meu segundo ano na Semana da Criança da CV, eu sempre aprendo muito, aliás eu mais aprendo e recebo do que ensino e me doo. Tive a oportunidade de receber abraços de criança de diversas regiões de São Paulo e de me certificar que, apesar da pluralidade cultural “criança é criança em qualquer lugar do mundo”, finaliza Daliléia G. Lobo Pereira.

As atividades do especial semana do Dia das Crianças acabaram, mas o trabalho está muito longe de ter o fim. Além da influência positiva na vida das crianças e dos próprios voluntários, fica a expectativa que esse grupo cresça e que novos jovens sintam-se encorajados a fazer parte dele: o Departamento de Juventude da Cruz Vermelha.