Taxistas do Aeroporto de Congonhas recebem exames rápidos e orientações

Natália Scarabotto

 

A rotina de trabalho dos motoristas de táxi muitas vezes é atribulada e com isso, os cuidados com a saúde ficam em segundo plano. Pensando em cuidar desses profissionais, a Cruz Vermelha de São Paulo esteve no Aeroporto de Congonhas na quarta-feira (09/08) com exames e orientações.

Na ocasião foram oferecidos testes rápidos de glicemia capilar e aferição de pressão. As voluntárias da instituição também deram informações sobre o uso de medicamentos e como manter a saúde em dia. Foram realizados 342 atendimentos.

Um dos atendidos foi o taxista Renato Moura da Silva, 37 anos. “O atendimento é bom e importante. Não fazia exames há bastante tempo, mas procuro sempre me cuidar. É um alívio ver que pelos resultados está tudo certo”, afirmou.

O mutirão de saúde voltado aos taxistas é uma ação do SEST SENAT, entidades civis que colaboram para o desenvolvimento do transporte, que promove o programa Prevenção de Acidentes com o objetivo de despertar conscientização de todos os profissionais que trabalham com veículos sobre a importância dos cuidados com a saúde.

Os serviços oferecidos pela Cruz Vermelha de São Paulo se encaixam com a necessidade do projeto, visto que 16,7% dos taxistas brasileiros tem pressão alta e 7% tem diabetes, de acordo com a pesquisa ‘’Perfil dos Taxistas 2016’’, da CNT (Confederação Nacional do Transporte).

A publicação foi o ponta pé inicial para o lançamento do projeto em todo o país. “Estamos realizando essa ação a nível nacional e aqui em São Paulo estabelecemos que o foco seriam os taxistas. Eles não têm muito tempo para fazer acompanhamento médico e nós queremos despertar neles esse hábito de se cuidarem”, afirma a coordenadora de promoção social do SEST SENAT, Maria da Luz Ribeiro dos Santos. 

Esse é o caso da taxista Regiane Kroll, 36 anos, que está na função há 9 anos. “Trabalho umas 16 horas por dia e nem sempre lembro de trazer alguma coisa para comer. Estou me policiando mais agora porque tive alguns problemas de saúde em virtude dessa falta de tempo no dia-a-dia.”

De acordo com o presidente da Cooperativa Mista de Motoristas Autônomos de Táxi Especial de São Paulo, Ismael Nogueira, é mais fácil que os trabalhadores se conscientizem quando as atividades são levadas ao local de trabalho deles, como acontece nos mutirões de projeto.

Além dos exames e orientações da Cruz Vermelha, os motoristas de táxi também contam com parcerias da Prefeitura e outras instituições que oferecem orientações de nutrição, de DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), de segurança no trânsito, vacinas, entre outros cuidados.