Projeto Febre Amarela chega à reta final no estado de São Paulo

Texto: Natália Scarabotto
Fotos: Alécio Cezar, Gustavo Scafuro, Leonardo Cabral e Maína Fantini

O “Projeto Febre Amarela” promovido pela Cruz Vermelha Brasileira de São Paulo chega à reta final com grande envolvimento da população. Com diversas atividades desenvolvidas desde maio, a ação já atingiu 10 mil pessoas e deve beneficiar mais duas mil pessoas, aproximadamente, até o fim da campanha, no dia 15 de julho.

O principal objetivo é conscientizar a população sobre a doença e ajudar no combate a epidemia que atinge o país e afeta principalmente as pessoas que vivem em áreas de risco. Para isso, a instituição montou um plano de ação que envolve desde a capacitação de voluntários até atividades educativas e de limpeza nos bairros junto aos moradores.  

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda transmitida por mosquito contaminado.  Existem dois tipos: febre amarela urbana, transmitida pelo Aedes aegypti, e febre amarela silvestre transmitida por mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, habitantes de matas. De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil não registra casos de febre amarela urbana desde 1942.

Ainda assim, a doença tem atingido altos níveis no país. De acordo com o Ministério, até o fim de abril, quando começou a nossa campanha, o país contava com 3.131 casos notificados. Em São Paulo, 368 casos tinham sido notificados e 17 foram confirmados.
As ações foram promovidas pela Cruz Vermelha de São Paulo e suas filiais municipais. Na capital, 5.897 pessoas foram beneficiadas, enquanto que nos municípios de Bragança Paulista, Jacareí, Santos, São Vicente e São José dos Campos, foram 4.323 beneficiados. O projeto pode ser estendido por mais quinze dias.

A população surpreendeu pelo envolvimento com o projeto inédito de febre amarela. “Foi muito positivo porque as comunidades receberam bem a ação e foi uma experiência nova para muitos voluntários também. Acredito que o trabalho nas comunidades também tenha ficado mais forte”, afirma uma das integrantes do projeto, Olívia Marion.

Atividades do projeto

Os voluntários da instituição participaram de atividades de capacitação oferecidas pela equipe do Órgão Central da Cruz Vermelha Brasileira, com sede no Rio de Janeiro. Durante o treinamento, eles receberam informações sobre a doença, sintomas e formas de prevenção a fim de dar uma resposta imediata aos surtos da febre amarela que acontecem pelo país.

Outro trabalho importante foram as visitas feitas às comunidades. Em alguns locais de vulnerabilidade, como a comunidade Anita Garibaldi e Vietnã, os voluntários passaram de porta em porta levando orientação e coletando dados pelo aplicativo ‘ODK’, utilizado para tabelar e armazenar as informações de forma rápida e segura.

Também foram realizados mutirões de limpeza para eliminação de possíveis focos do Aedes Aegypti que beneficiaram 1.300 pessoas entre moradores da tribo indígena no Pico do Jaraguá e estudantes e funcionários da EMEI Machado de Assis na Vila Santa Catarina.


Para complementar as atividades, nossa filial realizou diversas palestras em UBS e instituições de ensino, das quais participaram cerca de 600 pessoas. Já nas escolas públicas, foram trabalhadas atividades lúdicas educativas com 1.800 crianças, além da distribuição de mais de 500 panfletos informativos em diversos bairros da cidade.