Primeiros Socorros Para Todos forma mais de 160 pessoas em sua fase inicial

O projeto Primeiros Socorros Para Todos da Cruz Vermelha de São Paulo concluiu o seu primeiro semestre com sucesso. A iniciativa, que começou em agosto, formou ao longo do período 167 pessoas capazes de se tornarem instrutoras do tema e trabalhou com a inclusão social.

“Foi uma primeira experiência muito boa porque recebemos mais inscritos do que o esperado. Participaram pessoas da área da saúde e pessoas que nunca tiveram contato com esse trabalho”, afirmou a coordenadora do Departamento de Primeiros Socorros, Priscila Biggi.

Ainda de acordo com a responsável, a iniciativa é importante porque “a Cruz Vermelha é referência em Primeiros Socorros. Com esse trabalho, estamos formando mais multiplicadores do socorro imediato, possibilitando que eles conscientizem suas comunidades, empresas, vizinhanças e escolas”.

Cada turma do curso teve duração de um mês e ofereceu capacitações sobre queimaduras, imobilização, fraturas, técnicas de oratória e outros temas.

Inclusão Social

Entre tantos participantes e histórias interessantes que passaram pelas salas de aula do Primeiros Socorros para Todos, uma se destacou.

A jovem Juliana Bessa Adorno, de 27 anos, participou das aulas e se tornou a primeira instrutora com síndrome de down formada pela Cruz Vermelha de São Paulo. “Foi um curso muito bom para mim. Aprendi coisas boas e como ajudar a salvar vidas.”

O passo foi importante para chegar cada vez mais perto do seu sonho. “Sempre quis ser enfermeira porque a minha tia trabalha como enfermeira e gosto de cuidar das pessoas. Já tenho a minha maleta de primeiros socorros e estou orgulha de ser socorrista.”

Juliana faz parte de um projeto parceiro da instituição, o Simbora Gente, que tem como objetivo favorecer o desenvolvimento da pessoa, a convivência na diversidade e estimular a busca da autonomia de jovens com a deficiência intelectual.