“Embaixadores da Juventude” transforma EMEF Jornalista Millor Fernandes

“Ajudar o próximo, sempre colaborando com todo mundo”. Assim, a estudante Vitória Eduarda, de 14 anos, descreveu a experiência que levará do projeto “Embaixadores da Juventude” da Cruz Vermelha de São Paulo.

Depois de meses de trabalho com os estudantes da EMEF (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Jornalista Millor Fernandes, o projeto encerrou o seu primeiro ano com chave de ouro, já mostrando importantes resultados alcançados.

“Gostei muito de cada visita da Cruz Vermelha. Aprendi muitas coisas sobre humanidade, respeito à religião, às classes sociais e às etnias etc. Conversei e dei minhas opiniões e também escutei as opiniões dos outros. Foi muito bom, brinquei, sorri e me diverti”, contou Gean Junior.

Kaylane Santa Rosa também leva como lição a importância do respeito ao próximo. “Achei o projeto muito interessante porque aprendi muita coisa. Uma parte muito boa foi sobre como falar sobre o grupo LGBT sem que os meninos e as meninas tenham preconceito com as pessoas que participam desse grupo.”

Para a responsável do Departamento de Juventude da Cruz Vermelha de São Paulo, Kamilla Jungo, “foi uma troca mútua. Os voluntários do departamento são jovens e os estudantes também, o que gerava identificação e trocas de ideias muito boas. No decorrer dos encontros, percebemos que os alunos começavam a tomar à frente das discussões, atingindo o nosso objetivo de incentiva-los a serem agentes de mudança”.

Atividades de encerramento

Não faltou energia durante as atividades que fecharam esse ciclo, realizadas entre 21 e 22 de novembro. De um lado estava os voluntários da instituição, do outro os estudantes da EMEF (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Jornalista Millor Fernandes. Não demorou muito para ambos se juntarem para uma grande troca de experiência e aprendizado.

Para começar, os jovens relacionaram pontos positivos e negativos do bairro em que vivem. Surgiram temas como lixo na rua, insegurança e transporte público.

Em seguida, os voluntários e os estudantes fizeram uma caminhada no Parque Regina, região do Campo Limpo, na Zona Sul de São Paulo. Juntos, eles constataram a realidade de boa parte dos apontamentos, o que incentivou discussões e, consequentemente, sugestões dos próprios estudantes para melhorar o local em que vivem. 

O poder dos jovens nas transformações sociais é muito grande e, muitas vezes, eles só precisam de uma orientação para fazer a diferença. “Participar de um projeto assim ajudou a mudar meu modo de ver o mundo a pensar mais no próximo. Nunca tinha participado, foi uma experiência única”,comenta Laiane Santos, de 15 anos.

O encerramento também contou com a participação da ONG Engajamundo, que busca dar voz à participação da juventude brasileira em negociações internacionais sobre sustentabilidade e meio ambiente.

Após assistirem um vídeo sobre a falta de água potável na África, os estudantes foram divididos em grupos para debaterem as causas e possíveis soluções deste problema. Mas não parou por aí! Com intermediação dos voluntários, eles passaram a pensar como esta situação também se dá nas grandes cidades. Algo que afeta, principalmente, quem mora em regiões mais afastadas do centro.

O que é o “Embaixadores da Juventude”?

O projeto realizado pelos voluntários da Cruz Vermelha de São Paulo tem como objetivo o empoderamento de estudantes do ensino médio, debatendo questões de gênero, direitos humanos, educação, entre outros. “Eles são estimulados a questionarem suas próprias realidades e acabam descobrindo a capacidade e o poder que têm para mudar o local em que vivem”, explica a responsável pelo Departamento de Juventude, Kamilla Jungo.

O “Embaixadores da Juventude” surgiu no início de 2017 e, desde então, cerca de 20 estudantes EMEF Jornalista Millor Fernandes participaram de encontros mensais com atividades e debates pautados em cima das demandas dos envolvidos na iniciativa.

Além da transformação com os participantes, o projeto foi premiado internacionalmente pela Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, se tornando uma inspiração para as 190 sociedades nacionais que integram o movimento de ajuda humanitária ao redor do mundo.