Cruz Vermelha realiza atividades de conscientização e prevenção à Febre Amarela

Texto: Danilsa Almeida | Fotos: Thaiany Cuencas

 

A Cruz Vermelha Brasileira de São Paulo, realizou uma atividade de capacitação em Febre Amarela para os voluntários da instituição, ministrada pela equipe do órgão central da Cruz Vermelha Brasileira, com sede no Rio de Janeiro. Esta iniciativa tem como objetivo desenvolver a consciencialização e prevenção à Febre Amarela, bem como formar multiplicadores que serão responsáveis pela capacitação dos demais voluntários que participarão do projeto, que teve suporte de recursos internacionais para ser desenvolvido também em filiais estaduais que estão trabalhando o tema
Munidos de um grande leque de informações, os voluntários terão o compromisso de multiplicar o conteúdo recebido, por isso, é exigido o comprometimento com o projeto e facilidade de comunicação para melhor transmissão e interação com os demais, com o intuito de dar resposta às demandas do surto das epidemias que têm surgido no país, cujo o apelo é mais forte para as áreas mais vulneráveis que se encontram espalhadas pelo país.

A Febre Amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por vetores artrópodes, que possui dois ciclos epidemiológicos distintos de transmissão: silvestre e urbano. Reveste-se da maior importância epidemiológica por sua gravidade clínica e elevado potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas por Aedes aegypti. O Brasil vive o maior surto de febre amarela observado nas últimas décadas, até 27 de abril de 2017, foram notificados ao Ministério da Saúde 3.131 casos suspeitos de febre amarela silvestre.

A capacitação possibilita aos voluntários a participação e condução de ações preventivas, educativas, ações de visita domiciliares e atividades recreativas com crianças. Por isso, a importância de mobilizar e incentivar as comunidades a trabalharem para evitar o contato com o mosquito, usando práticas sanitárias mais adequadas e de modo geral a mobilização social de campanhas para vacinação, são procedimentos eficazes a se aplicar, uma vez que a vacinação é feita apenas por unidades de saúde.

A capacitação contou ainda com um manual de apoio psicossocial para os voluntários, oficinas sobre comunicação comunitária e fantoches, relatórios de “ODK” - um aplicativo para responder formulários sobre o tema substituindo o papel, e que é utilizado nas visitas domiciliares para coleta de dados de forma ágil e segura. Ao final, os participantes trabalharam na elaboração do esboço do plano de ação para febre amarela, que atualmente já está em funcionamento.