Comunidade do Vietnã recebe atividades de saúde e orientação da Cruz Vermelha

Fotos:Maína Fantini

Os moradores da Comunidade do Vietnã, na Zona Sul, contaram com um domingo diferente. A Cruz Vermelha de São Paulo esteve presente no local, no dia 16, realizando diversas atividades de saúde, entretenimento e dando diversas orientações. Essa foi a primeira ação do Projeto Comunidade VIVA no local.

A população teve a oportunidade de cuidar da saúde de forma simples e rápida. Nossos voluntários realizaram exame oftalmológico, aferição de pressão e teste de glicemia capilar nos participantes.

Para a dona de casa Josefa Soares, 63 anos, foi mais uma maneira de verificar se a saúde está em dia. “Costumo me cuidar, vou no médico e fico de olho para estar sempre bem. Então, acho importante que tenham eventos assim aqui porque ajuda a comunidade, é rápido e todo mundo participa.”

A instituição também levou orientações sobre medicação, febre amarela e combate à doença, além de apoio jurídico, psicossocial e de instrução de primeiros socorros. Ao todo, foram 587 atendimentos, sendo 374 de exames de glicemia capilar e aferição de pressão, 187 orientações sobre febre amarela e 26 participantes na oficina de primeiros socorros.
Já as crianças aproveitaram o dia com pintura facial, desenho livre e escultura de bexigas enquanto as mães e os pais participavam dos demais atendimentos. “Achei ótimo porque é um dia diferente para quem não tem para onde sair e as crianças se divertem bastante. Estou achando ótima essa parceira de vocês com a comunidade”, afirma a dona de casa Valéria da Silva, 47 anos.

Projeto Comunidade VIVA

Toda a ação faz parte do Projeto Comunidade VIVA, uma proposta inédita na Cruz Vermelha de São Paulo que tem como objetivo criar laços com as comunidades participantes, identificando as necessidades locais e levando nossos conhecimentos a fim de suprir tais demandas.

O trabalho começou neste ano e está sendo feito na Comunidade do Vietnã e na Comunidade Rocinha Paulistana. “Geralmente fazemos ações pontuais em diversos locais e esse projeto é diferente. A proposta é conhecermos e acompanharmos o trabalho naquelas comunidades. É uma via de mão dupla porque vamos levar nossos trabalhos, ao mesmo tempo em que os nossos voluntários terão uma vivência maior com esses grupos em situação de vulnerabilidade social”, afirma o assistente do departamento de projetos sociais, Silvio Dutra.

É justamente esse contato que as 7 mil famílias do Vietnã sentem falta. “Precisamos de algo contínuo que as pessoas aqui criem confiança para participarem cada vez mais. Estamos com boa expectativa sobre a parceria, o pessoal está perguntando, já estamos dando os primeiros passos e esperamos que melhore cada vez mais”, diz o diretor de eventos do Centro Comunitário do Vietnã, Jhones Rodrigues.

Andamento

Na Comunidade do Vietnã, o Projeto VIVA já começou a tomar forma. A Cruz Vermelha realizou diversas reuniões com os integrantes do Centro Comunitário para discutir e moldar a parceria.

Nossos voluntários também passaram um dia no local fazendo um censo, parte do Projeto Esfera, um extenso e detalhado relatório, com o objetivo de conhecer o perfil socioeconômico dos moradores, identificar quais são as principais demandas e também para coletar dados sobre o conhecimento em relação à febre amarela – um projeto de promoção à saúde trabalhado pela nossa instituição.

Como resultado desse trabalho, está sendo montando um relatório com as próximas ações e estratégias para beneficiar a população local.